Vantagens da Mediação
Todos nós somos negociadores no nosso dia-a-dia,
porém, nem sempre chegamos a contento, porque na maioria
das vezes estamos tão obcecados com a nossa posição que nos esquecemos por
completo dos interesses dos outros. Vivemos o nosso quotidiano a pensar em como
vamos impor a nossa posição ao outro e vice-versa – isto sucede na via judicial
e nas relações profissionais e pessoais, colocando em risco o relacionamento
entre as partes envolvidas, aumentando a tensão, o risco de impasses,
diminuindo a criatividade de ideias, de opções.
Por sua vez, o processo de mediação tem por base
a ponderação dos interesses, ou seja, significa separar as pessoas do problema
e aqui os pontos essenciais são: colocarmo-nos no lugar do outro, focarmo-nos
nos interesses e não nas posições, criar opções antes de decidir o que fazer,
por exemplo, através do brainstorming ou do questionamento (inventar opções que
beneficiem ambos), ser concreto, objectivo, flexível, olhar sempre para o
futuro, reconhecer os interesses da outra parte como parte do problema, adiar a
resposta de forma a esperar que as emoções se acalmem.
O mediador é visto como um terceiro neutro
imparcial que não tem qualquer interferência na decisão, sendo o seu papel o de
um mero facilitador para ajudar as partes a dialogar, sendo a estas que cabe o
poder de decidir.
É um processo mais simples, menos burocrático,
mais célere, menos dispendioso face ao processo judicial. Sendo estes factores
muito importantes para a escolha e a implementação da mediação em Portugal.
A mediação é um processo confidencial, ou seja,
o mediador mantém sigilo sobre todas as informações que lhe são transmitidas ao
longo das sessões de mediação. Esta confidencialidade permite às partes uma
maior abertura com o mediador, na medida em que a mesa da mediação é
considerada como um espaço de partilha de interesses, emoções, etc…, sem
quaisquer condicionalismos, sem que exista alguém que os possa julgar ou
efectuar quaisquer juízos de valor. Aqui o que se realmente pretende é que
exista uma abertura franca e honesta das partes envolvidas, dai que se entenda
que a confidencialidade é crucial para o sucesso da mediação.
É um processo voluntário, significa que as
partes recorreram à mediação de livre e espontânea vontade.
Por último, o processo de mediação é flexível,
isto é, apesar do processo ter regras e uma duração especifica, a sua estrutura
não é tão rígida como na via judicial, podendo as partes solicitar ao mediador
a sua interrupção para falarem com os seus advogados em privado, para
descansarem um pouco, na medida em que não queremos aumentar mais a tensão já existente
ou agudizar o conflito.
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